A Floresta Feliz
Era uma vez uma floresta bem verde e cheia de vida, Com árvores altas, fortes e cheias de orgulho. O Carvalho era o mais alto, o Cedro cheirava gostoso, E o Freixinho era pequeno, mas todo mundo gostava dele.
O Pedido do Lenhador
Um dia chegou um lenhador com machado na mão, Mas o cabo estava quebrado, não dava pra cortar não! Ele pediu bem educado: “Ó árvores amigas, Me deem um pedacinho de madeira, só um cabinho pra mim!”
A Decisão das Árvores
As árvores se reuniram em conselho rapidinho, “Acho que não custa nada, é só um pedido pequenininho!” Deram o Freixinho modesto, que era o mais humilde ali, Fizeram um cabo bonito e entregaram pro homem sorrir.
O Machado fica empolgado
Com o cabo novo e forte, o lenhador ficou feliz, Mas aí começou a bater… tac! tac! tac! sem parar! Derrubou o Carvalho grande, o Cedro cheiroso também, E muitas árvores bonitas caíram no chão, que tristeza!
O Arrependimento Tarde Demais
As árvores que sobraram olharam com medo e chororô: “Ai de nós! Que erro feio a gente cometeu! Demos madeira pro inimigo, agora ele nos derruba! Se tivéssemos dito ‘não’, estaríamos seguras ainda!”
Moral da história
Quem ajuda o inimigo sem pensar direito, Pode acabar se machucando e perdendo tudo depois. Cuidado com quem pede favores, veja se é amigo de verdade, Ou se vai usar isso contra você no final da brincadeira!
A origem da fábula " As árvores e o machado. "
Essa história é uma das fábulas clássicas atribuídas a Esopo, o famoso contador de histórias da Grécia Antiga. Esopo viveu por volta do século VI a.C. (mais ou menos 620–560 a.C.), embora muitos detalhes da vida dele sejam lendários e incertos — ele era um escravo liberto, muito inteligente, que contava histórias com animais e objetos para ensinar lições morais.
Principais pontos sobre a origem:
- É atribuída a Esopo → A versão mais conhecida aparece nas coleções de fábulas gregas antigas, como as compiladas séculos depois por autores como Fedro (romano) e Babrio.
- Número no catálogo → No “Índice Perry” (a lista moderna das fábulas de Esopo), ela é conhecida como fábula nº 302 (ou variações próximas).
- Raízes ainda mais antigas → A ideia da história é mais velha que Esopo. Historiadores encontram ecos dela em tradições do Oriente Médio (como na Mesopotâmia e na história de Ahiqar, um sábio assírio do século VII a.C.). Isso mostra que era um tema comum: “ajudar o inimigo pode custar caro”. Esopo (ou quem compilou as fábulas com seu nome) provavelmente adaptou e popularizou a versão grega.
- Provérbios derivados → A fábula inspirou ditados famosos, como o provérbio turco: “A floresta estava encolhendo, mas as árvores continuavam votando no machado, porque o cabo era de madeira e ele parecia um deles.” Há versões parecidas em hebraico, urdu, kannada e outras línguas.
Por que ela se tornou tão conhecida?
- As fábulas de Esopo foram traduzidas para o latim, depois para várias línguas europeias na Idade Média.
- Chegaram ao Brasil e ao mundo lusófono por meio de livros escolares, contos infantis e adaptações (como as de Monteiro Lobato ou edições modernas).
- A lição é atemporal: cuidado ao ajudar quem pode te prejudicar depois (ou: não entregue armas ao seu inimigo).
Resumindo: A fábula nasceu na Grécia Antiga, atribuída a Esopo (século VI a.C.), mas carrega ideias que já existiam no Oriente Médio séculos antes. Ela sobreviveu milhares de anos porque a mensagem é forte e fácil de entender — perfeita para crianças e adultos!




