A Lua que Cantava Canção de Ninar
Era uma vez, lá no alto do céu escuro e sereno,
uma Lua redonda, brilhante e de olhos pequenos.
Ela não era só luz, era também uma amiga boa,
que cantava baixinho quando a noite chegava à toa.
Enquanto as estrelas piscavam em coro distante,
a Lua observava o mundo com olhar constante.
Quando via uma criança rolando na cama agitada,
descia um pouquinho, bem devagar, sem pressa apressada.
Uma noite, uma menininha chamada Alice não dormia
virava de um lado, do outro, e o sono fugia.
— Lua, por favor, me ajuda a fechar os olhinhos… — pediu ela baixinho.
A Lua ouviu e sorriu, com luz prateada cor de anil.
Então a Lua começou a descer devagar,
como se escorregasse por uma escada de luar.
Chegou pertinho da janela, bem quietinha e mansa,
e cantou com voz doce, em rimas de esperança:
“Feche os olhinhos, meu bem, devagarinho, deixe o dia ir embora, sem nenhum barulhinho. Respire fundo, inspire e expire assim, o sono vem manso, como um sonho sem fim.
A coberta é quentinha, o travesseiro é macio, eu fico aqui cantando, no meu brilho tão frio. Durma, durma, pequenina, no meu canto de luar, sonhe com as borboletas que não param de voar.”
Alice sentiu a voz da Lua entrar no coração,
como uma brisa suave que acalma a agitação.
Respirou devagar: inspira… expira… inspira… expira…
e cada rimazinha fazia o corpinho relaxar.
A Lua continuou a canção, bem baixinho e sereno:
“Boa noite, meu anjo, descanso pereno.
Eu canto até o sol nascer no horizonte,
e volto amanhã, com mais luz e mais fonte.”
Alice sorriu sonolenta, fechou os olhinhos devagar,
e o sono chegou rápido, sem precisar esperar.
A Lua subiu de volta, feliz e contente,
sabendo que sua canção trouxe paz para a mente.
E assim, toda noite, quando uma criança olha pro céu e suspira,
é a Lua que desce cantando, com rimas que inspiram:
“Durma, durma, pequeno, no meu brilho de prata,
eu canto pra você, numa doçe serenata.”
Boa noite, ouça a Lua… e durma em paz.
Fim.
Moral da história
A Lua sempre está lá, cantando baixinho para nos ninar. Quando a gente escuta sua canção suave e respira devagar, o coração acalma e o sono chega sem alarmar. Mesmo na escuridão, há uma luz que cuida da gente e nos ajuda a descansar com sonhos derrepente.





