A Tartaruga e o Rio Calmo

A Tartaruga e o Rio Calmo
A Tartaruga e o Rio Calmo

A Tartaruga e o Rio Calmo – Contos infantis

Era uma vez, num rio bem grandão e tranquilo, uma tartaruguinha chamada Calminha. Ela tinha casco verde-escuro, patinhas fortes e um jeitinho bem devagarinho de andar… ou melhor, de nadar.

Enquanto os peixinhos corriam pra lá e pra cá, fazendo bolhas e correndo atrás uns dos outros, Calminha só flutuava. Ela esticava as patinhas, respirava fundo e deixava a correnteza do rio levá-la gentilmente. — Plim… plom… plim… plom… — fazia a água batendo no casco dela, como uma musiquinha de ninar.

Os amigos do rio às vezes chamavam: — Vem, Calminha! Vamos brincar de corrida! Mas ela sorria devagar e respondia baixinho: — Eu vou… mas no meu ritmo… porque o rio me ensina a ir com calma…

Uma noite, quando o sol já tinha se escondido atrás das montanhas e o céu ficou todo estrelado, uma menininha chamada Luna estava na beira do rio com a mamãe. Ela estava agitadinha, pulando de um lado pro outro. — Por que você anda tão devagar, tartaruga? — perguntou Luna para Calminha, que passava flutuando bem perto.

Calminha parou um segundinho (só um segundinho mesmo) e olhou para Luna com olhos calmos. — Porque quando eu vou devagar… eu sinto tudo: a água fresquinha nas patinhas, o vento suave na cara, o coração batendo tranquilo. Respira comigo, Luna… inspira… expira…

Luna imitou: inspirou devagar pelo nariz, soltou o ar pela boca. — Ah… que gostoso… — disse ela, sentindo o corpinho relaxar.

Calminha continuou flutuando, devagarzinho, e Luna sentou na grama, abraçando os joelhos. Juntas, elas ficaram olhando o rio passar: plim… plom… plim… plom… Cada onda pequena levava embora um pouquinho de agitação, como se o rio lavasse as preocupações do dia.

Quando a mamãe chamou Luna para ir dormir, a menininha já estava com os olhinhos pesados. — Boa noite, Calminha — sussurrou ela. — Boa noite, minha amiga — respondeu Calminha em pensamento, continuando sua flutuação lenta pelo rio escuro e calmo.

E assim, toda noite, quando uma criança respira fundo e fecha os olhinhos devagar… é porque a Tartaruga Calminha está lá, no rio da paz, mostrando que ir com calma traz o sono mais gostoso do mundo.

Boa noite, respire fundo… e deixe o rio te levar para os sonhos. 

Fim.

Moral da história

Ir devagar não é ser lento, é ser sábio. Quando a gente respira fundo e vai com calma, o coração descansa, as preocupações vão embora e o sono chega gostoso como um rio tranquilo. Todo mundo tem seu próprio ritmo… e o mais importante é se sentir em paz para dormir bem!